quinta-feira, outubro 31, 2013

Paquete FUNCHAL a entrar na doca da Navalrocha


O tempo passa depressa e estas fotografias, de Fevereiro de 2011, apesar de recentes tendo em atenção a longevidade do nosso FUNCHAL, foram tiradas há já tanto tempo...

O FUNCHAL, que então estava a ser modernizado ainda sob orientação de George Potamianos, veio a reboque da Matinha para a Rocha. O objectivo era na altura ter o navio pronto em Julho de 2011, mas as coisas não correram de feição...
Note-se que nesta altura a placa do estaleiro ainda está no sítio próprio, sob as janelas da ponte de comando. Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

segunda-feira, outubro 28, 2013

FUNCHAL no estaleiro da Lisnave (Rocha)

Sendo um dos mais antigos clientes regulares do Porto de Lisboa, o FUNCHAL quase faz parte da história marítima da nossa Capital, tantas as ligações entre a história do navio e a realidade portuária lisboeta dos últimos cinquenta e tal anos.
Esta fotografia data de Novembro de 1992 e retrata o FUNCHAL em período de manutenção técnica na Doca nº. 1 do Estaleiro da Rocha, então operado pela Lisnave.
Foi tirada por mim da varanda da Gare Marítima da Rocha, quando aquele local de observação privilegiado ainda não estava vedado a tudo e todos por imposição de normas securitárias de inspiração americanas.
Além de cliente do Porto de Lisboa, o FUNCHAL é também um cliente veterano deste estaleiro e desta doca, desde 1962. Passaram 21 anos desde que registei esta imagem. Não dá para acreditar...
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quinta-feira, outubro 24, 2013

O FUNCHAL no tempo da CTM


Postal do paquete FUNCHAL editado pelo afretador sueco Fritidsskryss no final da década de 1970. O navio está fundeado em águas norueguesas num dos cruzeiros de Verão efectuados com base em Gotemburgo, com as cores da CTM - Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos.

A CTM, que resultou da fusão da Empresa Insulana com a Companhia Colonial, efectuada em 1974, foi a segunda entidade a deter a propriedade do FUNCHAL, de 1974 a 1985. 
Lembro-me de assistir à mudança das cores da chaminé, efectuada com o navio atracado à Estação Marítima de Alcântara, no Verão de 1974, durante uma escala dos cruzeiros de verão iniciados quinzenalmente em Zeebrugge e Dover. Na altura fiquei em estado de choque com as novas cores, de que ninguém terá gostado nunca, embora se dissesse que eram tão folclóricas que o navio não passava despercebido em lado nenhum. Depois, o tom de vermelho utilizado variava, umas vezes mais a puxar para o laranja, o tope da chaminé estava sempre mascarrado de preto e estas cores ficavam rapidamente queimadas pelo sol, perdendo o brilho e denotando um aspecto menos atractivo. 
Esta fotografia foi também utilizada pela CTM para um postal oficial do navio, impresso no Brasil, com as cores mais saturadas e com menos qualidade que a versão sueca. Fizeram-se também cartas de jogar com esta imagem. 
De qualquer maneira, a CTM marcou uma época de declínio da Marinha Mercante em Portugal e o FUNCHAL era a unidade mais prestigiada da frota. Foram tempos difíceis, a empresa começou mal, a nacionalização em 1975 foi um crime, a forma como esta e outras empresas publicas foram geridas está longe de ter sido exemplar, e um dia o Estado faliu, veio cá o FMI e acabou com a CTM, em 1984-85. A frota foi vendida em leilão e o FUNCHAL foi o primeiro dos navios da empresa a ser vendido, a uma empresa do Panamá, a Great Warwick Co. Inc., a quem o FUNCHAL acabou por pertencer até ao início deste ano de 2013.
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quarta-feira, outubro 23, 2013

Placa do Estaleiro do FUNCHAL



Placa do construtor do FUNCHAL, que existiu a bordo, colocada à frente, por baixo das janelas da ponte de comando do navio, e lá permaneceu por mais de 50 anos. Foi retirada em 2011 durante a primeira fase da reconstrução do navio, ainda sob a égide de George Potamianos, que queria fazer do seu FUNCHAL "um iate de luxo". Infelizmente, com a degradação da situação do navio em 2012 e o seu abandono, já no final desse ano, alguém resolveu "tomar conta" da placa, provavelmente até com a boa intenção de a preservar se acontecesse o pior e o navio fosse para a  sucata.

Felizmente este desfecho não se concretizou, o navio foi recuperado, Rui Alegre empenhou-se em lhe devolver toda a dignidade, como o actual armador gosta de referir, e bem, pelo que pensamos que faria todo o sentido o guardião da placa do FUNCHAL terminar a sua protecção e proporcionar o seu regresso ao navio e ao local de onde nunca deveria ter saído. Aqui fica a sugestão, o pedido, o que lhe quiserem chamar. O FUNCHAL precisa deste nobre certificado de origem e merece todo o nosso carinho. 
Fotografia original de L. M. Correia.
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sábado, outubro 12, 2013

O Novo Paquete FUNCHAL há 50 Anos

Este artigo original foi escrito para assinalar os 50 anos do Paquete FUNCHAL e publicado em 2011 na revista CRUZEIROS. O contexto final do artrigo tem de ser lido tendo em consideração que há dois anos a possibilidade de a Classic International Cruises e o seu criador George Potamianos desaparecerem a relativamente curto prazo não fazia parte da equação. A modernização do navio prosseguia com cruzeiros programados para arrancar em Julho de 2011. Claro que a realidade foi outra, mas entretanto o nosso FUNCHAL voltou ao mar e continua a encantar tudo e todos agora sob a orientação de Rui Alegre. LMC

O Novo Paquete FUNCHAL há 50 Anos

Texto de LUÍS MIGUEL CORREIA
Fotos da colecção L. M. CORREIA

Portugal desenvolveu uma importante frota de navios de passageiros no período que se seguiu à Segunda Guerra Mundial, mais concretamente entre 1947 e 1966.
Nesse ano de 1966 os quatro principais armadores portugueses, Companhia Colonial, Companhia Nacional, Empresa Insulana e Sociedade Geral operavam com 26 navios de passageiros, alguns dos quais eram o orgulho nacional, a par do futebolista Eusébio e da fadista Amália Rodrigues. A maior parte destes paquetes asseguravam as carreiras regulares para o Ultramar e o movimento de tropas entre Lisboa, África e o Extremo Oriente. Em paralelo, desde a década de 1930 que se havia criado uma tradição de efectuar cruzeiros turísticos para o mercado português com os nossos paquetes.
A empresa de navegação mais antiga era então a Insulana, que assegurava desde 1871 o transporte de passageiros, correio e carga entre o Continente e os Açores, tendo alargado a sua actividade à Madeira em 1875. Com os anos a Insulana tornou-se parte da vida e história das Ilhas, com os seus navios a figurarem repetidamente como figuras centrais do “Dia de S. Vapor”, o dia da passagem regular por cada uma das Ilhas. Com os anos foram-se sucedendo diversas gerações de navios, com destaque para os vapores LIMA (1923-1968) e CARVALHO ARAÚJO (1930-1970), cuja substituição foi considerada no âmbito do Despacho 100 em 1945, por dois navios de 4.500 toneladas e lotação para 300 passageiros que não chegariam a ser construídos.
A questão da substituição do velho LIMA, que já navegava desde 1908, primeiro com bandeira alemã e o nome WESTERWALD, ao serviço da empresa Hapag, e com as cores portuguesas a partir de 1916, foi-se tornando cada vez mais premente e assim, em Agosto de 1959 a Empresa Insulana encomendou a um estaleiro da Dinamarca a construção do paquete FUNCHAL, que custou então 202 mil contos. Passados 26 meses o novo paquete das Ilhas entrou em Lisboa, a 19 de Outubro de 1961, vindo de Elsinore e no dia 4 de Novembro seguinte saiu do Tejo pela primeira vez, em viagem inaugural à Madeira e aos Açores.

UM NAVIO DE LUXO

A entrada do FUNCHAL ao serviço no final de 1961 revolucionou o ritual das viagens entre Lisboa, o Funchal e as ilhas dos Açores.
Fernando Lemos Gomes, conhecido designer e artista plástico, autor de diversos quadros belíssimos retratando paquetes portugueses, recorda as suas viagens a bordo do novo navio nos anos 60: “O FUNCHAL representou um progresso enorme, era um navio moderno, rápido e luxuoso, com interiores amplos decorados com um gosto refinado, belíssimos sofás de cabedal, anteparas forradas com madeiras muito bonitas. Impressionou-me bastante a democratização introduzida pelo FUNCHAL, ao nível da estratificação das classes a bordo, muito atenuada com a subtileza da classe turística A e B a substituir as antigas segunda e terceira classes, e a separação longitudinal dos diversos alojamentos e espaços públicos, em vez do anterior sistema de divisão vertical em que a primeira classe ocupava a zona central do navio, a segunda classe se situava à popa e a terceira na proa.”
De facto o FUNCHAL foi um navio particularmente feliz desde a sua concepção, tendo o projecto preliminar sido desenvolvido pelo Engenheiro Construtor Naval português Rogério de Oliveira em conjunto com o Armador Sr. Vasco Bensaude. “O FUNCHAL nasceu em 1958 em sessões de trabalho com o Sr. Vasco Bensaude, no seu palacete de Benfica, em reuniões que se prolongavam até de madrugada, em que ia traduzindo em desenhos as ideias muito precisas do Sr. Bensaude” - contou-me um dia o Almirante Rogério de Oliveira, que antes já tinha projectado o PRÍNCIPE PERFEITO. De facto o armador Vasco Bensaude era uma pessoa com elevado gosto e sentido estético, habituado a viajar nos melhores paquetes do mundo, tendo o FUNCHAL reflectido os mais elevados padrões de qualidade e estética.
Por volta de 1955 a Madeira registava a visita de 11 mil turistas estrangeiros anuais que faziam férias nos diversos hotéis então existentes na ilha. Pensava-se que o desenvolvimento do Turísmo era a grande aposto para o futuro da Madeira, e como sem bons transportes não era possível atrair visitantes, foi decidida a construção do FUNCHAL. O navio tinha 10.000 toneladas de arqueação bruta e lotação para 400 passageiros, sendo 80 de primeira classe, 156 de turística A e 184 de turística B. Media 152 metros de comprimento com 19 metros de boca, e estava equipado com turbinas a vapor Parsons desenvolvendo 13.800 cavalos, que accionavam dois hélices a uma velocidade de serviço de 21 nós, o que permitia fazer a viagem de Lisboa ao Funchal em 26 horas apenas.
Nos primeiros anos de actividade, a operação do FUNCHAL resumia-se a duas viagens seguidas Lisboa – Funchal – Tenerife e regresso intercaladas com uma viagem Lisboa – Funchal – Ponta Delgada – Horta – Angra do Heroísmo. As dimensões do navio haviam sido limitadas precisamente pela escala na capital da ilha Terceira, cujo porto não era acessível a navios maiores. Para além das carreiras à Madeira, Canárias e Açores, o FUNCHAL começou a fazer cruzeiros logo em Dezembro de 1961, tendo efectuado nos primeiros anos de operação diversos cruzeiros às Ilhas Atlânticas, Norte de África e ao Mediterrâneo.
Outro aspecto importante da operação do FUNCHAL no tempo da Empresa Insulana foi a utilização do navio pelo Presidente da República em viagens oficiais e particulares: o Almirante Américo Thomaz utilizou o FUNCHAL em viagens oficiais aos Açores, Madeira, Cabo Verde, Guiné e Brasil, tendo em Abril e Maio de 1972 efectuado uma longa viagem de Lisboa ao Rio de Janeiro para representar Portugal nas comemorações dos 150 anos da independência do Brasil, para cuja finalidade o FUNCHAL foi equipado com uma piscina e pintado com casco azul escuro, adoptando as mesmas cores do iate da rainha de Inglaterra.
O escritor açoreano Vitorino Nemésio que se definia como “Passageiro encartado dos navios da Insulana dos velhos armadores Bensaúdes” foi outra das personalidades a viajar frequentemente no FUNCHAL, tendo deixado escrito no livro de honra do navio, em Outubro de 1963, um testemunho sentido do seu encanto pelo novo paquete: “tudo neste FUNCHAL up to date me deslumbra: a velocidade record, a linha dos decks elegantíssimos (…), a casa de navegação apetrechada dos mais finos nervos da náutica, e enfim a ponte onde o impecável Comandante Bio, com a sua tripulação exemplar, vela por todos quantos aqui vão.”

EX-LÍBRIS DA MARINHA MERCANTE PORTUGUESA

Após 12 anos a navegar para as Ilhas, em 1973 o FUNCHAL sofreu uma modernização importante, que incluiu a transformação dos alojamentos para classe única e a substituição das máquinas a vapor por motores Diesel, muito económicos, e regressou ao serviço com o casco branco, passando a fazer cruzeiros durante todo o ano nos mercados internacionais. Em Fevereiro de 1974 passou a ser propriedade da companhia CTM, e por pressão governamental regressou à carreira das ilhas de Setembro de 1974 a Outubro de 1975, após o que ficou imobilizado em Lisboa, sendo encarada a sua venda.
Foi nesta fase que surgiu na vida do FUNCHAL uma personagem que seria determinante no futuro do navio: o armador grego Sr. George Potamianos, que afretou o FUNCHAL pela primeira vez para uma série de cruzeiros na Escandinávia de Maio a Agosto de 1976, repetindo a operação de 1978 a 1985, ano em que acabou por se tornar armador do FUNCHAL na sequência da liquidação pelo Estado Português da CTM.
Gerido pelo armador Potamianos a partir de Lisboa, o FUNCHAL regressou ao serviço em Dezembro de 1985 com bandeira do Panamá e tripulação portuguesa, colhendo um sucesso imediato e servindo de suporte inicial ao desenvolvimento de uma frota, hoje conhecida por Classic International Cruises que em 1988 seria aumentada com o grande paquete VASCO DA GAMA, ex-INFANTE DOM HENRIQUE, e hoje totaliza cinco navios de passageiros clássicos todos a operar nos mercados internacionais com bandeira portuguesa.
Com o decorrer dos anos o FUNCHAL foi sendo sempre actualizado e modernizado por forma a manter a sua operacionalidade e em 2001 voltou a ter bandeira portuguesa. Hoje o FUNCHAL é reconhecido pelas suas características únicas e muito apreciado um pouco por todo o mundo, da Bélgica e Alemanha à Austrália, onde operou diversas vezes com o maior sucesso. A implementação de novas regras da Convenção SOLAS 2010 relativas a segurança e salvaguarda da vida humana no mar, que entraram em vigor em Outubro de 2010 obrigaram à retirada temporária do FUNCHAL, que se encontra em Lisboa desde 16 de Setembro último, a sofrer uma modernização profunda, por forma a corresponder aos mais recentes critérios de segurança e conforto do mundo actual. Os alojamentos do FUNCHAL estão a ser totalmente reconstruídos, com materiais incombustíveis, o casco foi renovado e as máquinas principais recondicionadas. Com esta intervenção o actual armador Sr. George Potamianos está a investir cerca de 12 milhões de euros no navio, que vai passar a ser um iate de luxo, com 243 camarotes, dos quais 86 suites e junior suites, melhorando muito a área dos camarotes em relação aos tamanhos originais e oferecendo uma alternativa clássica, confortável e elegante à actual geração de gigantescos navios com capacidades para de 3000 a 6000 passageiros.
Com as baixas entretanto verificadas na frota de navios clássicos, vendidos para sucata na sequência do SOLAS 2010, o renovado FUNCHAL reforça as suas caraterísticas únicas, aliadas a formas do casco e qualidade de construção invulgares que permitem antever o FUNCHAL a fazer cruzeiros por muitos e bons anos. Terminada a reconstrução, o FUNCHAL volta ao serviço em Julho próximo com dois cruzeiros a partir de Lisboa um dos quais, comemorativo dos 50 anos do navio, à Madeira e Porto Santo.
Entretanto foi decidido valorizar a imagem clássica do FUNCHAL, pelo que quando regressar aos cruzeiros no início de Julho o navio volta a ter as cores com que saiu do estaleiro Elsinore em Outubro de 1961: casco preto, chaminé amarela e preta, com um toque de modernidade dado pelo emblema da CIC na chaminé e uma risca amarela no costado. O FUNCHAL volta assim a ser um dos mais bonitos navios do mundo, continuando a navegar com o nome original e a bandeira portuguesa, após 50 anos de navegações e cruzeiros. Um caso único no mundo global dos nossos dias. Parabéns ao FUNCHAL e muitos mais anos de vida...

Bibliografia:
  • PAQUETES DOS AÇORES, de Luís Miguel Correia, Edições EIN, Lisboa 2008
  • PAQUETES PORTUGUESES, de Luís Miguel Correia, Edições Inapa, Lisboa 1992
  • Jornal da Marinha Mercante, Lisboa, 1958-1972
  • Revista de Marinha, Lisboa, 1972-1995
  • SHIPS & THE SEA, Editor L. M. Correia (http://lmcshipsandthesea.blogspot.com)

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quarta-feira, outubro 09, 2013

Paquete FUNCHAL: primeira viagem ao Brasil


Embora o paquete FUNCHAL tenha sido construído para a carreira regular das Ilhas Adjacentes, o projecto de arquitectura naval considerou desde o início outras utilizações, nomeadamente os cruzeiros. Depois da Ilhas e a par da Escandinávia, o Brasil teve grande importância na história do navio na fase dos cruzeiros, a partir do Inverno de 1973, com o navio a operar na costa do Brasil e na Argentina por muitos anos. 
Apesar disso, a primeira ida do FUNCHAL ao Brasil ocorreu em Abril e Maio de 1972, com o navio como paquete presidencial, transportando os restos mortais do primeiro Imperador do Brasil, D. Pedro I (Rei D. Pedro IV de Portugal), por ocasião das comemorações dos 150 anos da Independência do Brasil. 
O FUNCHAL conduziu então até ao Rio de Janeiro o Presidente de Portugal, Almirante Américo Tomás, que ocupou o Palácio de Belém de 1958 a 1974 e foi um grande amigo do paquete FUNCHAL e um promotor activo e competente das políticas do Mar em Portugal.
Para a viagem ao Rio de Janeiro o FUNCHAL foi preparado especialmente, efectuando-se a bordo diversas alterações, desde a transformação do salão e bar da Turística A em câmara ardente, até ao casco do navio, que foi decapado e pintado de azul escuro, dando ao FUNCHAL a aparência de um iate real, exactamente com as cores do iate da rainha de Inglaterra.
Fotografias da chegada do FUNCHAL à Estação Marítima de Alcântara, em Maio de 1972, no final da viagem ao Brasil.

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sexta-feira, outubro 04, 2013

FERNANDO LEMOS GOMES e o Paquete FUNCHAL


Pela sua beleza e características únicas, o paquete FUNCHAL tem sensibilizado muitos amigos dedicados ao longo dos anos. Um dos mais ilustres é sem dúvida o Designer e Pintor português Fernando Lemos Gomes, que conhece e viaja no FUNCHAL desde os anos sessenta do século passado, e tem pintado o nosso FUNCHAL de diversas formas ao longo dos anos.
Apresentamos três das aguarelas que o Fernando fez do FUNCHAL. As duas primeiras são actualmente propriedade da Família Bensaude, que em 1959 mandou construir o FUNCHAL na Dinamarca e mantém uma ligação sentimental a este paquete.
O Fernando tem uma grande sensibilidade e gosto pelos navios e pelo mar o que tem proporcionado criações de arte belíssimas.
Quem pretender um quadro original do FUNCHAL ou de outro navio pode contactar o Artista para o e-mail: fernandolemosgomes@gmail.com. Imagens de Fernando Lemos Gomes.

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quarta-feira, setembro 25, 2013

FUNCHAL no mar a toda a força à vante...


Quando entrou ao serviço na carreira de Lisboa para as Ilhas Adjacentes - como então se chamava à Madeira e aos Açores - o FUNCHAL foi considerado um dos melhores do mundo na sua classe. Saiu de Lisboa a 4 de Novembro de 1961 na viagem inaugural para o Funchal, Ponta Delgada , Horta e Angra do Heroísmo. Logo no final de Dezembro de 1961 efectuou o primeiro cruzeiro - viagem de Fim de Ano à Madeira. 

Na sua versão inicial, o FUNCHAL estava vocacionado para efectuar o transporte de passageiros, correio e alguma carga geral, nomeadamente bananas da Madeira. A velocidade era importante neste tipo de operação e o FUNCHAL foi equipado com turbinas  a vapor cuja potência chegava aos 14.000 SHP, situação em que atingia os 23 nós. 
Na fotografia, tirada pelos famosos fotógrafos Perestrellos, do Funchal, por encomenda da Empresa Insulana, o FUNCHAL navega a grande velocidade, ao largo da costa sul da Madeira, numa das sua viagens de Ponta Delgada para o Funchal. Não há palavras para descrever tanta beleza. Apenas a alegria enorme de passados 52 anos o FUNCHAL ter recuperado a sua dignidade e estar nos Açores neste momento...
Fotografia da colecção de L. M. Correia, adquirida em 1985 quando da obtenção dos arquivos da antiga EIN e CTM.
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terça-feira, setembro 24, 2013

PORTO e LISBOA

Com o FUNCHAL a chamar a si todas as atenções, os navios PORTO e LISBOA têm-se mantido discretamente atracados ao cais de Santa Apolónia. O PORTO apresenta as novas cores, adoptadas pela Companhia Portuscale, depois de ter sido docado e reparado na Navalrocha durante o passado mês de Junho, enquanto o LISBOA, ainda com o nome anterior pintado no casco, se encontra em reparação e modernização, estando previsto que regresse ao serviço no final de Fevereiro de 2014, vocacionado para o mercado francês.
Fotografias registadas por L. M. Correia em Setembro de 2013, em Lisboa.
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Posição do paquete FUNCHAL 2013


Posição do paquete FUNCHAL relativamente ao ano de 2013: Em Lisboa desde 16-09-2010. Imobilizado. Atracado ao cais da Matinha desde 5-03-2011 até 3-06-2013. Docagem e reparação no estaleiro NAVALROCHA (Doca 1) de 3-06 a 13-08-2013. Atracado na Ponta da Rocha, em Lisboa desde 13-08-2013. Em reparação. Saiu de Lisboa a 15-08 para experiências de mar. Em Lisboa de 15 a 22-08-2013. A 22-08-2013 (07:13) saiu de Lisboa para Gotemburgo (ETA 26-08 16:00). Em Gotemburgo de 26-08 a 2-09-2013. A 2-09 largou de Gotemburgo no cruzeiro à Escócia (A 19-09-2013 saiu de Leixões para Lisboa (20-09). A 20-09 saiu de Lisboa (19:00) para Vila do Porto (23-09 07:00 a 12:00) e Ponta Delgada (23-09 17:30)

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sábado, agosto 31, 2013

Paquete FUNCHAL em Gotemburgo

O FUNCHAL está atracado ao cais 107 do porto de Gotemburgo, que serve um dos dois terminais de cruzeiros locais, desde o dia 26 de Agosto último. Problemas técnicos acabaram por ditar que o cruzeiro aos Fiordes da Noruega com partida a 27 de Agosto não se tivesse concretizado. Fotografia tirada a 29 de Agosto por Lennart Rydberg.



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sexta-feira, agosto 30, 2013

A detenção do FUNCHAL em Gotemburgo e a imprensa

O FUNCHAL tem estado a ser referido numa notícia da SIC NOTÍCIAS que acabo de comentar no site da estação de Carnaxide nos termos seguintes:
Uma notícia mal feita e incorrecta, esta da SIC : obviamente não contactaram a empresa armadora, o que teria sido essencial.

Ontem o armador Rui Alegre emitiu o comunicado seguinte:

" MENSAGEM DR. RUI ALEGRE - ARMADOR PORTUSCALE CRUISES

Caros amigos e parceiros,
Depois de terminada a reconstrução, o Paquete Funchal está fantástico! Navegámos em segurança até Gotemburgo.
Entretanto, foi descoberto um problema elétrico de ligação entre a ponte e duas das quinze portas estanque, bem como uma das estações de incêndio. Informámos as entidades oficiais acerca destas duas situações e a partida do cruzeiro dos Fiordes foi suspensa até que estas questões fossem resolvidas. 
Todas as obras têm pequenos ajustes que precisam ser efetuados. Situações destas acontecem e foram de imediato tomadas todas as medidas para as resolver.
A Portuscale Cruises está a envidar todos os esforços para resolver estas anomalias, tendo todos os meios, técnicos e tripulação disponíveis a bordo, de modo a assegurar a mais rápida resolução destas e apresentar com orgulho o maravilhoso navio que é o Paquete Funchal.
Todos os passageiros e visitantes estão contentes de estar a bordo do renovado Funchal e têm-me dito que o navio nunca esteve melhor e mais confortável.
A Portuscale Cruises primará sempre pela verdade. Pelo que convidamos desde já todos os nossos parceiros a visitar o navio.

Rui Alegre
Chairman & CEO 

NOTA:
Solicitamos a todos que acreditem apenas e só em informações prestadas por fontes oficiais ou pela Portuscale Cruises.
Estão a ser veiculados muitos rumores e falsas declarações que são certamente baseados em informações erróneas."

A imprensa confunde com frequência questões técnicas ligadas a  navios devido a falta de conhecimentos técnicos e ou falta de seriedade e ética profissional. Depois há a tentação de alguma imprensa para especular e parece ter sido esta a via da SIC ao basear-se numa notícia do JORNAL DE NOTÍCIAS que por sua vez foi beber a "informação" a "posts" que correm na internet baseados em traduções deficientes do google a partir de notícias da Suécia.
O nascimento muito recente da nova empresa PORTUSCALE foi visto com ressentimento por parte de elementos ligados à companhia anterior que perderam os seus empregos e não resolveram ainda situações diversas, gerando animosidade, ao ponto de terem sido enviadas cartas anónimas e difamatórias aos principais jornais marítimos internacionais, imprensa sueca, etc...
Para já, a realidade é que há grandes divergências entre os rumores a circular e a declaração do armador...
Acrescento ainda que a notícia da SIC denota "trabalho de casa" mal feito noutro ponto: o navio FUNCHAL não saiu de Lisboa a 6 de Agosto nem ia agora fazer o terceiro dos cruzeiros inaugurais como se afirma na peça.
Isso era a programação inicial alterada posteriormente por razões técnicas uma vez que a reparação e modernização do navio provou ter de ser mais profunda e extensa do que inicialmente considerado. Assim, os dois primeiros cruzeiros haviam sido cancelados e o FUNCHAL só largou de Lisboa a 22 de Agosto pelas 07:13 horas da manhã, seguindo sem passageiros para Gotemburgo onde se encontra desde as 17:00 de 26 de Agosto. O cruzeiro aos Fiordes que devia ter tido inicio em Gotemburgo a 27 de Agosto seria o primeiro desta nova fase da vida do FUNCHAL e o primeiro da nova companhia portuguesa.

LUÍS MIGUEL CORREIA - Investigador em história marítima contemporânea, autor de 19 livros sobre os navios e o mar e editor do Blogue dos NAVIOS e do MAR http://lmcshipsandthesea.blogspot.com 

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sábado, agosto 24, 2013

Posição do FUNCHAL: 24-08-2013 (10:00)


Esta madrugada o FUNCHAL completou a travessia da Biscaia e entrou no Canal da Mancha, onde navega agora a cerca de 16 nós rodeado de navegação intensa, como é habitual nesta área, uma das com maior densidade de navegação no mundo. Hoje o navio vai manter-se a navegar no canal da Mancha, passando as ilhas do Canal e navegando ao longo da costa francesa rumo ao estreito de Dover. Continuação de boa navegação até à Suécia, FUNCHAL.

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sexta-feira, agosto 23, 2013

Posição do FUNCHAL: 2013-08-23 (09:45)


O FUNCHAL prossegue a sua viagem tão ansiada, rumo à Suécia para embarcar os primeiros passageiros desde Setembro de 2010. 
Esta madrugada, entre as 04:00 e as 06:00 horas, o navio transitou pelo separador de tráfego do Cabo Finisterra e esta manhã já navegava na Biscaia que está a ser atravessada rumo à costa da Bretanha, para depois entrar no Canal da Mancha e transitar pelo Mar do Norte. 
Boa viagem ao FUNCHAL, a todos a bordo, à tripulação, ao staff sueco dirigido por um velho Amigo do nosso paquete, o Sr. Jan Ygrell, antigo director de cruzeiros nos tempos da Fritydskryss e depois director da Classc International Cruises durante muitos anos, como colaborador de George Potamianos. Segue também nesta viagem posicional o novo armador, Dr. Rui Alegre, que vai fazer as honras da casa a bordo do FUNCHAL em Gotemburgo.

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Posição do FUNCHAL: 2013-08-22 (08:47)



A posição do FUNCHAL, ontem por volta das 9 horas da manhã, com o navio a chegar ao separador de tráfego do Cabo da Roca, depois de ter largado de Lisboa em viagem posicional para a Suécia. Ao longo de todo o dia de ontem navegou ao longo da costa portuguesa, sempre rodeado de muita navegação, navegando a cerca de 14 - 15 nós.
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Reparação do apito do FUNCHAL (20-08-2013)


Durante a tarde de 20 de Agosto de 2013, a última que o FUNCHAL passou atracado à Ponta da Rocha, enquanto decorriam os trabalhos de acabamento da reparação e renovação do velho paquete, o navio fartou-se de apitar, como que a exteriorizar o receio de enfrentar de novo o alto mar após tantos meses imobilizado na Matinha e, na fase final  (um período final de 80 dias), na Rocha do Conde de Óbidos em docagem e acabamentos.

Ou se calhar era a alegria de se ver de novo em navegações por todo esse mundo.

Certo, certo, era que a manifestação vocal do nosso paquete se devia a uma reparação do apito no mastro do FUNCHAL, com um técnico no mastro em intervenção visível do exterior do navio.

Na tarde de 15 de Agosto, quando da saída para provas de mar, por alturas da Junqueira, após passar a Ponte 25 de Abril, o FUNCHAL deu provavelmente o apito mais longo da sua vida já tão extensa e aventurosa.

Supomos que o capitão do navio, Comandante António Morais tenha carregado no botão do apito, na ponte, e algum mecanismo se tenha prendido, pois o FUNCHAL apitou que se fartou, até ficar rouco e finalmente se calar.

E lá seguiu todo elegante para a Barra do Tejo...

Nestas imagens pode ver-se içada na verga de sinais do mastro do FUNCHAL, a bandeira B do código internacional de sinais, a assinalar a descarga de óleos residuais de bordo do navio para dois camiões-tanques.

Dias antes fora abastecido de combustível pelo batelão-tanque SACOR II, actual navio-almirante da prestigiada Sacor Marítima, uma das empresas que integram a Galp Energia, de que é grande accionista o Grupo Amorim.

Acompanhei os trabalhos de reparação do FUNCHAL tão próximo quanto possível e registei que ninguém se lembrou de renovar as adriças do mastro do FUNCHAL.
Qualquer dia começam a partir, se estiverem tão podres quanto estavam os cabos de amarração no final da era CIC, os quais foram de imediato substituídos na Matinha após a compra do FUNCHAL pela nova empresa.

Para os mais curiosos, as adriças são os cabos aplicados aos moitões no mastro de um navio, caso do FUNCHAL, e ou num estái de sinais, para içar as bandeiras.

Se observarem a borla no tope do mastro do FUNCHAL, não tem adriças. Quando veio da Dinamarca em 1961, a borla do mastro tinha duas adriças, uma para cada bordo, onde normalmente se içava a bandeira de cortesia de países estrangeiros visitados, normalmente a de Espanha, nas escalas ao Sábado no porto de Tenerife. Gostava de voltar a ver bandeiras no tope do mastro do FUNCHAL. Ficava mais composto e não custava nada.
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quinta-feira, agosto 22, 2013

FUNCHAL saiu de Lisboa para Gotemburgo

O paquete FUNCHAL saiu de Lisboa pelas 7:13 horas de 22 de Agosto de 2013 iniciando a actividade da nova empresa de cruzeiros PORTUSCALE CRUISES. O FUNCHAL segue para Gotemburgo em viagem posicional, com chegada prevista à Suécia pelas 16:00 horas de 26 de Agosto e largada no primeiro cruzeiro a 27, uma viagem aos Fiordes da Noruega, num bom recomeço de vida para o FUNCHAL que está lindo, com as novas cores e os inúmeros melhoramentos introduzidos em Lisboa este ano.
O FUNCHAL saiu para o mar para experiências, pela primeira vez a 15 de Agosto, após mais de 35 meses de imobilização no Tejo e uma reparação iniciada em 2011 e interrompida nesse mesmo ano por dificuldades financeiras do armador anterior. Regressou a Lisboa no mesmo dia e permaneceu atracado na Ponta da Rocha até à madrugada de 21 de Agosto, quando saiu para fundear no Mar da Palha, para dar lugar ao paquete CRYSTAL SYMPHONY, que nessa manhã atracou na Rocha.
Finalmente o FUNCHAL está de novo no mar em recomeço de vida, uma vida já com 52 anos que se quer renovada e ainda longa.
Fotografia do FUNCHAL fundeado no Mar da Palha na manhã de 21 de Agosto de 2013.
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segunda-feira, agosto 19, 2013

Paquete FUNCHAL nas provas de mar


Paquete FUNCHAL fotografado ao fim da tarde de 15 de Agosto de 2013 na Baía de Cascais de regresso das provas de mar que constituíram a primeira saída de Lisboa do FUNCHAL em 35 meses. Tratou-se da imobilização mais prolongada da já longa história deste navio de passageiros português, construído em 1960-61 para a Empresa Insulana de Navegação cujas cores originais foram este ano revividas pelo novo operador do FUNCAL, a companhia Portuscale, de Lisboa.

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quarta-feira, outubro 26, 2011

FUNCHAL: 25-10-2011

Paquete FUNCHAL fotografado atracado à ponte-cais da Matinha na tarde de 25 de Outubro de 2011 onde está a ser submetido a uma profunda modernização.




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terça-feira, março 22, 2011

Modernização do FUNCHAL

O paquete FUNCHAL está a ser totalmente modernizado em Lisboa por forma a comemorar o seu próximo cinquentenário em excelentes condições de conforto e segurança. A entrada em vigor a partir de 1 de Outubro de 2010 de novas exigências da convenção SOLAS 2010 para a salvaguarda da vida humana no mar obrigou a algumas alterações de natureza técnica a bordo do FUNCHAL, nomeadamente a substituição de materiais combustíveis. Aproveitando essa intervenção o armador decidiu proceder a uma actualização total dos alojamentos e espaços para passageiros do FUNCHAL, por forma a torná-lo ainda mais apetecível.
Em Julho o navio regressa aos cruzeiros com duas viagens a partir de Lisboa em que irão comemorara os 50 anos da viagem inaugural do FUNCHAL em1961.
Entretanto o FUNCHAL está atracado ao cais da Matinha desde 5 de Março e estivemos lá: aqui ficam algumas imagens.

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terça-feira, março 30, 2010

Posição do paquete FUNCHAL (2010)


Foto: FUNCHAL entrando em Lisboa a 28 e Março de 2010 procedente de Tânger
O FUNCHAL permaneceu imobilizado em Lisboa desde 10-2009. Esteve atracado no terminal da Silopor da Trafaria até ao final de Dezembro de 2009, quando veio atracar a Santa Apolónia. Em 02-2010 esteve na Doca nº 1 do estaleiro NAVALROCHA para docagem e limpeza do casco.

MARÇO 2010
Imobilizado em Lisboa até 25-03. Em 26-03 largou para Tânger (27-03) voltando a Lisboa a 28-03. No mesmo dia saiu para Tânger (29-03), Jorf Lasfar (30-03), Safi (31-03)

ABRIL 2010
A 1-04 escala Casablanca ido de Safi.
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CRUZEIROS PRIMAVERA 2010

O FUNCHAL está a operar uma série de 5 cruzeiros de Primavera com partidas e regresso a Lisboa especialmente destinados ao mercado português.
Trata-se de cruzeiros com a duração variável de 2 a 7 noites, que decorrem de 26 de Março a 17 de Abril de 2010, cujos preços são muito acessíveis.
Na imagem, vê-se o FUNCHAL fotografado atracado à Ponta da Rocha a 25 de Março de 2010 na véspera da primeira largada este ano.
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sexta-feira, março 12, 2010

FUNCHAL no Funchal

Era assim novo, o Navio / Turbinas (N/T) FUNCHAL, da Empresa Insulana de Navegação: uma elegância moderna vista aqui a chegar ao porto do Funchal nos primeiros tempos da sua actividade regular na carreira das Ilhas, que teve início com a viagem inaugural a 4 de Novembro de 1961.
Fotografia de autor desconhecido, tirada provavelmente de bordo de outro navio.
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quarta-feira, agosto 26, 2009

FUNCHAL em Tenerife

No dia 25 de Abril de 1969 o FUNCHAL cruzou-se com o FRANCE em Tenerife, como mostra a fotografia tirada no porto de Santa Cruz. Dois belos navios de passageiros que entraram ao serviço na mesma altura, ambos no final de 1961.
O FUNCHAL era na época o melhor navio a fazer escalas regulares entre as Canárias e a Península. Os espanhóis não tinham nada do mesmo nível e havia sempre alguns que vinham até Lisboa e depois seguiam de comboio para o país vizinho...
O FUNCHAL cruzou-se diversas vezes com o FRANCE, uma das quais em Fevereiro de 1964 quando da primeira escala do paquete francês no Tejo, quando ambos partilharam o cais da Rocha...
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terça-feira, agosto 25, 2009

FUNCHAL em Istambul 28 Junho 1972

Em Junho de 1972 o N/T FUNCHAL efectuou um grande cruzeiro ao Mediterrâneo com partida e regresso a Lisboa, vendo-se aqui fotografado em Istambul a 28 de Junho desse ano, na primeira escala que efectuou na referida cidade turca.
Note-se o casco preto sem a risca branca de origem a marcar a linha de flutuação. Em Fevereiro - Abril de 1972 o FUNCHAL efectuou uma grande reparação no estaleiro da Lisnave Rocha em que se decapou o casco sendo então pintado de azul escuro especialmente para a viagem presidencial ao Brasil em Abril - Maio de 1972. Regressado do Rio de Janeiro a 11 de Maio de 1972, o FUNCHAL fez uma viagem aos Açores e Madeira e na estadia seguinte em Lisboa teve o casco novamente pintado de preto, mas sem a risca branca.
Fotografia de Bert Lammer (collecção L. M. Correia).
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quarta-feira, agosto 12, 2009

FUNCHAL no canal de Kiel


Não resisto a reproduzir esta belíssima imagem do FUNCHAL a navegar no Canal de Kiel rumo a Copenhaga no dia 17 de Junho de 2009. Fotografia tirada por Jens Boldt da ponte de Grünenthal, Alemanha.
Com a modernização efectuada este inverno em Lisboa, o FUNCHAL apresenta-se mais elegante que nunca. Pelo menos este nosso navio escapa à voragem da SOLAS 2010. Há navios com sorte e o FUNCHAL é sem dúvida um.
Texto copyright de Luís Miguel Correia. Fotografia copyright Jens Boldt (Shipspotting). Obrigado pela sua visita e comentários

quinta-feira, abril 23, 2009

FUNCHAL a chegar aos Pilotos de Lisboa (Maio de 2007)





Paquete FUNCHAL a subir o Tejo na manhã de 17 de Maio de 2007, preparando-se para embarcar o Piloto da Barra em frente a Algés. Mais imagens no site versão em inglês.
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domingo, agosto 27, 2006

FUNCHAL em Lisboa 27-08-2006

Domingo, 27 de Agosto de 2006. Dia de festa para os entusiastas de navios portugueses em Lisboa. O navio de cruzeiros português FUNCHAL regressa a Lisboa para uma série de cruzeiros de verão em exclusivo para o mercado nacional.O FUNCHAL que nos últimos dois anos operou em mercados internacionais, passando pelo Tejo apenas em Abril de 2005 e 2006 no regresso das suas viagens à Austrália, tem chegada prevista para as 16h00, e atraca à estação marítima de Alcântara. Larga pelas 20h00 e segue para o Mediterrâneo, num cruzeiro "Dolce Vita" de 12 dias.

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