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quarta-feira, dezembro 25, 2013
FUNCHAL natalício
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sexta-feira, dezembro 20, 2013
FUNCHAL em 1985
"Para o FUNCHAL, único navio de cruzeiros português, 1985 apresenta-se como um ano de actividade intensa, com numerosos cruzeiros programados pelos diversos operadores que nos últimos anos têm afretado o FUNCHAL" - assim comecei mais um editorial dedicado ao paquete FUNCHAL, tema da capa da REVISTA DE MARINHA de Março de 1985, com uma fotografia do navio a chegar a Lisboa, atracando ao cais da Rocha, com as cores da CTM em 1984, vendo-se ainda outro clássico de chaminé vermelha, o VISTAFJORD da Cunard, actualmente a fazer o último cruzeiro, com o nome SAGA RUBY.Devo dizer que pequei por optimismo no meu entusiasmo de sempre em tudo o que se refere ao FUNCHAL: o ano de 1985 acabou por ser marcante na história do navio, não pelo cumprimento do extenso programa com as cores da CTM, mas por ter sido vendido em leilão em Agosto desse ano ao armador grego George Potamianos.
O ano de 1985 foi assim um período de charneira, com a passagem do navio para o registo do Panamá e a sua operação a cargo de uma nova empresa, a Arcalia Shipping, cujo desenvolvimento daria anos mais tarde origem à marca Classic International Cruises com que o FUNCHAL navegou até Setembro de 2010.Passados todos estes anos, tudo isto é historia mas não resisto a acabar transcrevendo o último parágrafo desse editorial de há quase 29 anos: "Em Portugal, a falta de visão e inércia recentes estão a saldar-se por um preço incomportável. Não será a altura de procurar recuperar o que resta e estancar a ruína colectiva? Enquanto nos debatemos no presente com as mais variadas incertezas e incapacidades, por uma série de circunstâncias felizes, o FUNCHAL lá continua a navegar, prestigiando o País e a Marinha Mercante. Que assim possa continuar..." Vinte e oito anos depois, estas palavras podiam ter sido escritas hoje. Este País não tem remédio...Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia
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FUNCHAL na capa da revista BORDO LIVRE
Paquete FUNCHAL capa de revistas: também a prestigiada revista BORDO LIVRE acaba de dedicar a sua capa mais recente ao paquete FUNCHAL, tendo para o efeito sido utilizada uma fotografia de Luís Miguel Correia registando a última entrada do navio em Lisboa, a 21 de Outubro de 2013, no regresso do seu primeiro cruzeiro ao Mediterrâneo desde 2010.Mais uma de muitas capas de revistas feitas com o FUNCHAL fotografado por Luís Miguel Correia, que viajou no navio pela primeira vez em Setembro de 1963 e tem entretanto acompanhado a longa vida do nosso belo clássico: o último dos antigos paquetes portugueses, construído em 1961 para a Empresa Insulana de Navegação, na Dinamarca, reconstruido em Lisboa em 2011-2013 e entretanto reintroduzido no mercado de cruzeiros pela Portuscale Cruises em Setembro último. Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia
quinta-feira, dezembro 19, 2013
FUNCHAL capa da revista CRUZEIROS
Está disponível a partir desta Quinta feira, 19 de Dezembro de 2013, a décima primeira edição da revista CRUZEIROS. Destaque de capa para o regresso do paquete FUNCHAL, da Portuscale Cruises, o qual regressa este mês à cidade que lhe deu o nome para assistir à tradicional passagem de ano na Madeira. Capa e artigo sobre o FUNCHAL de Luís Miguel Correia
Mas se o FUNCHAL é exemplo de continuidade, o PACIFIC PRINCESS, famoso navio da série o "O Barco do Amor", não teve a mesma sorte. O adeus frio de um dos navios que mais contribuiu para o sucesso dos cruzeiros é também tema de capa da presente Cruzeiros.
O novo LE SOLEAL e o conceito de iate de cruzeiros de luxo merecem igualmente chamada de capa. O ano 2013 fica também marcado pela inédita operacão de reflutuação do Costa Concordia, num exemplo de até onde pode ir a capacidade humana, noutro tema de capa desta Cruzeiros.
Entre os destinos sugerimos nesta edição o Canada e Israel. O porto estrangeiro escolhido é Port Everglades, na Florida, o segundo porto de cruzeiros mais movimentado do mundo. Leixões e o seu rápido crescimento é também tema desta revista. A crónica de viagem do 3º cruzeiro da revista, aos fiordes da Noruega, no verão, preenchem também algumas páginas.
O nascimento da Carnival Cruise Lines, empresa mãe daquele que é hoje o maior grupo de cruzeiros, e o projecto de hotel do Queen Elizabeth 2 fazem também esta edição da Cruzeiros. Não perca mais uma Cruzeiros, por 3,90 euros, a primeira revista portuguesa dedicada a tão fascinante forma de viajar. Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia
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sexta-feira, dezembro 06, 2013
O FUNCHAL no tempo da Insulana
A actividade principal da Empresa Insulana de Navegação durante cerca de 100 anos traduziu-se no transporte marítimo de passageiros e carga entre Lisboa, os Açores e a Madeira.
Constituída em 1871, a velha Insulana assegurou a carreira das Ilhas sempre com dois navios de passageiros, de que os primeiros foram os vapores ATLÂNTICO e INSULANO, enquanto os últimos foram os paquetes a turbinas FUNCHAL de 1961 e ANGRA DO HEROÍSMO, de 1966, cujos postais oficiais publicados pela Insulana apresentamos acima.
Este postal do FUNCHAL foi produzido com base numa fotografia tirada na Dinamarca durante as provas de mar em Outubro de 1961, em que se retocou a bandeira nacional içada na carangueja, que no original era a da Dinamarca e no postal é a de Portugal. Já o postal do ANGRA DO HEROÍSMO foi feito a partir de uma bela fotografia da Fotografia Perestrellos, obtida na Baía do Funchal. Foi o único postal oficial do ANGRA, contrastando com inúmeros postais do FUNCHAL, editados pelos diversos armadores deste paquete. Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia
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terça-feira, dezembro 03, 2013
Fotografar o FUNCHAL
Desde que comecei a fotografar o FUNCHAL, em 1974, a chaminé tem sido um dos elementos mais apetecíveis para os meus registos de imagens, quer a cores, quer a preto e branco.
Ao longo de todos estes anos - anos desenhados nas cicatrizes e rugas da chaminé a pedir uma decapagem - a chaminé pouco mudou no seu todo, mas vestiu-se de cores diversas associadas às diferentes fases da vida do FUNCHAL: amarelo, vermelho laranja, azul, branco, e de novo amarelo revivalista, mais forte e moderno que o tom de 1961, como seria de esperar...
Filosofando um pouco mais acerca da chaminé do FUNCHAL, os anos trouxeram pequenas modificações nos adereços físicos, caso da retirada da placa neon original, com letras azuis com o nome do navio, a abertura lateral, que serve de ventilação para a cozinha principal, o encurtamento aparente da base da chaminé, em resultado de o antigo solário da primeira classe ter sido coberto...
De qualquer maneira, as formas aerodinâmicas da chaminé realçam as características da arquitectura naval da década de 1960, de que o FUNCHAL é um dos poucos sobreviventes... Um belo navio, este nosso FUNCHAL. Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia
FUNCHAL desenhado nas águas do Tejo
Atracado em Santa Apolónia, o paquete FUNCHAL guarda inúmeros encantos no recato das suas formas elegantes e clássicas, numa mudança permanente de luz e movimento, desenhando nas águas do Tejo aguarelas irrequietas reflectindo as novas cores, o casco agora azul escuro, logo depois preto, de acordo com as variações da luz.
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FUNCHAL em Lisboa
sábado, novembro 30, 2013
Companheiros de frota do FUNCHAL

Fiz esta fotografia do paquete alemão oriental VOLKERFREUNDSCHAFT a 14 de Abril de 1984, a largar do cais da Rocha, em Lisboa, no decurso de um cruzeiro da Páscoa ao Mediterrâneo com partida de Gotemburgo, fretado à companhia Stena Line, a mesma que no verão de 1977 operou o FUNCHAL na Escandinávia. Mal sabia eu que trinta anos depois este antigo navio alemão seria o paquete português AZORES.
A verdade é que o AZORES é ao mesmo tempo um navio moderno, pois resultou da reconstrução total, em Itália, em 1994, do STOCKHOLM de 1948, que de 1960 a 1985 navegou com as cores da RDA com o nome VOLKERFREUNDSCHAFT. O AZORES é assim o navio mais moderno da frota da Portuscale e ao mesmo tempo o mais antigo por o casco ter sido de facto construído em 1948. Para além do casco, tudo o resto é de um navio dos anos 1990. Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia
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VOLKERFREUNDSCHAFT
quinta-feira, novembro 28, 2013
Paquete FUNCHAL: entrada em Lisboa a 27-12-2013
Imagens da entrada do Paquete FUNCHAL em Lisboa após as provas de mar efectuadas a 27 de Dezembro de 2013.
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sexta-feira, novembro 22, 2013
A pintar a popa...
O paquete FUNCHAL, que se encontra atracado em Lisboa, no cais de Santa Apolónia, desde 21 de Outubro, está a passar por trabalhos de manutenção técnica a dois níveis: manutenção de rotina e conservação do navio, caso do retoque da pintura do casco e exteriores em geral, e ajustamentos e complementos relacionados com a profunda intervenção técnica e reclassificação concluída em Agosto deste ano.
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quinta-feira, novembro 14, 2013
História do FUNCHAL contada por Luís Miguel Correia
Este Sábado, dia 16 de Novembro de 2013, a história do paquete português FUNCHAL vai estar em foco na conversa informal de Novembro do Grupo de Amigos do Museu de Marinha, pelas 11 horas, no nosso Museu de Marinha:Luís Miguel Correia vai apresentar a sua perspectiva da história do último paquete tradicional português, que acaba de ser remodelado em Lisboa: a história do FUNCHAL, uma história feita de muitas histórias.
Palestra de Luís Miguel Correia a comemorar de forma especial o FUNCHAL, o Mar e os encantos de um navio único que rejuvenesce aos 52 anos....
Palestra organizada pelo Grupo de Amigos do Museu de Marinha de Lisboa. Entrada livre.
Um agradecimento especial a Mestre Fernando Lemos Gomes pela autorização de utilização desta sua aguarela para o cartaz...
Venha ouvir a história do FUNCHAL e depois aproveite e visite o Museu, a Sala da Marinha Mercante com as magnificas maquetes de tantos paquetes portugueses do século XX, e muito mais. Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia
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História do FUNCHAL
Retratos de Família
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quarta-feira, novembro 06, 2013
FUNCHAL em Lisboa
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terça-feira, novembro 05, 2013
A viagem inaugural do FUNCHAL

O passageiro mais ilustre dos 276 que embarcaram a bordo do FUNCHAL na Gare Marítima de Alcântara na manhã de 4 de Novembro de 1961 foi o ministro das obras públicas, engenheiro Arantes e Oliveira, um discípulo discreto e eficiente de Duarte Pacheco.
Curiosamente, embora o ministro Arantes e Olivera tenha deixado obra, passados 52 anos o FUNCHAL é bem mais conhecido que sua excelência.
Imagens "vintage" do FUNCHAL em 1961:
O navio fotografado a 7 de Outubro de 1961 durante as provas de mar (uma das fotografias originais da colecção LUÍS MIGUEL CORREIA que vem sendo apropriada e pirateada de diversas formas, tal o entusiasmo gerado pelo navio e a falta de consideração e respeito pelo trabalho de preservação da memória do FUNCHAL que venho desenvolvendo há anos);
A "casa da navegação" do FUNCHAL na sua forma original, com passadeira vermelha e tudo, e recorte do Diário de Lisboa de 4 de Novembro de 1961 alusivo à viagem inaugural do FUNCHAL.
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segunda-feira, novembro 04, 2013
FUNCHAL com viagem inaugural há 52 anos
Na viagem inaugural, como muitas outras vezes nos 13 anos seguintes, o FUNCHAL largou de Lisboa sob o comando do Capitão da Marinha Mercante Manuel Bio, um dos mais ilustres comandantes dos 104 anos de história da Insulana.
Construído em Elsinore, na Dinamarca, em 1960 e 1961, por encomenda da Empresa Insulana de Navegação efectuada em Agosto de 1959, o FUNCHAL representou uma melhoria muito significativa na carreira de Lisboa para os Açores e Madeira. Para além da grande velocidade, superior a 20 nós, o FUNCHAL proporcionava modernidade e conforto nas viagens insulares, tendo em vista fomentar o turismo e de alguma forma compensar os viajantes de e para as Ilhas Adjacentes de décadas com os velhos vapores CARVALHO ARAÚJO e LIMA, de há muito desactualizados.
Os anos passaram, o navio teve uma carreira digna e bem sucedida, foi transformado para cruzeiros em 1973 quando o transporte aéreo passou a ser o favorito do publico de e para as ilhas e passados estes anos todos, mantém o mesmo nome e a bandeira portuguesa, graças a uma boa estrela que não tem nunca deixado perder o FUNCHAL e a um conjunto de boas vontades personalizadas em nomes ilustres que no final da década de 1950 criaram o FUNCHAL - há que homenagear VASCO BENSAUDE e ROGÉRIO DE OLIVEIRA, sem esquecer a importância em toda esta história do cidadão grego GEORGE PETROS POTAMIANOS, que se encantou pelo FUNCHAL em 1975 e dedicou grande parte dos 37 anos restantes da sua vida a operar e manter este navio actualizado e competitivo no difícil mundo dos cruzeiros internacionais, o que conseguiu fazer com sucesso até Setembro de 2010. Quando tudo indicava que a estrela da sorte parecia enfim ignorar o FUNCHAL, eis que surgiu nova personalidade sensível à beleza e potencial económico e patrimonial do Paquete FUNCHAL na pessoa do actual Armador, RUI ALEGRE, que graças ao belo paquete da antig
a Insulana descobriu no início deste ano a mui nobre profissão de Armador de Navios, ocupação rara em Portugal, mas que está a abraçar com toda a sua energia e determinação. Em meses o FUNCHAL passou de candidato à sucata ao mais belo paquete clássico da actualidade graças a RUI ALEGRE que assim encabeça agora a lista de personalidades determinantes para o sucesso e longevidade única do nosso belo FUNCHAL.
a Insulana descobriu no início deste ano a mui nobre profissão de Armador de Navios, ocupação rara em Portugal, mas que está a abraçar com toda a sua energia e determinação. Em meses o FUNCHAL passou de candidato à sucata ao mais belo paquete clássico da actualidade graças a RUI ALEGRE que assim encabeça agora a lista de personalidades determinantes para o sucesso e longevidade única do nosso belo FUNCHAL.
Passam hoje 52 anos que o FUNCHAL largou de Lisboa na viagem inaugural. Parabéns ao Paquete FUNCHAL e a todos quantos ao longo destes anos contribuíram para o sucesso do navio.
Parabéns ao FUNCHAL, ao seu novo Armador, ao actual Comandante, António Morais e a toda a Família FUNCHAL. Desejamos muitos mais anos de navegações e vida para o Paquete FUNCHAL.
Fotografia do FUNCHAL renascido e se possível ainda mais belo que antes, atracado ao cais da Portuscale, a Santa Apolónia, em Lisboa, a 29 de Outubro último.Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia
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O FUNCHAL faz anos hoje...
Faz hoje 52 anos que o FUNCHAL deu início à sua viagem inaugural, em Lisboa, precisamente a 4 de Novembro de 1961.
Depois de tantos anos, centenas de viagens, milhares de passageiros transportados e inúmeras navegações pelos quatro cantos do Mundo, o FUNCHAL voltou a ser o orgulho de Portugal e da Marinha Mercante portuguesa.
Em vez de estar a ser desmantelado num qualquer estaleiro de sucata, o FUNCHAL desafiou uma vez mais o destino, pela mão de um novo Armador, Rui Alegre, que em Janeiro último comprou o FUNCHAL, constituiu uma nova empresa de cruzeiros, e em menos de oito meses de muito trabalho e determinação, contra tudo e contra muitos, conseguiu proporcionar o regresso do FUNCHAL aos mares e aos cruzeiros.
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quinta-feira, outubro 31, 2013
Paquete FUNCHAL a entrar na doca da Navalrocha
O tempo passa depressa e estas fotografias, de Fevereiro de 2011, apesar de recentes tendo em atenção a longevidade do nosso FUNCHAL, foram tiradas há já tanto tempo...
O FUNCHAL, que então estava a ser modernizado ainda sob orientação de George Potamianos, veio a reboque da Matinha para a Rocha. O objectivo era na altura ter o navio pronto em Julho de 2011, mas as coisas não correram de feição...
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segunda-feira, outubro 28, 2013
FUNCHAL no estaleiro da Lisnave (Rocha)
Sendo um dos mais antigos clientes regulares do Porto de Lisboa, o FUNCHAL quase faz parte da história marítima da nossa Capital, tantas as ligações entre a história do navio e a realidade portuária lisboeta dos últimos cinquenta e tal anos.Esta fotografia data de Novembro de 1992 e retrata o FUNCHAL em período de manutenção técnica na Doca nº. 1 do Estaleiro da Rocha, então operado pela Lisnave.
Foi tirada por mim da varanda da Gare Marítima da Rocha, quando aquele local de observação privilegiado ainda não estava vedado a tudo e todos por imposição de normas securitárias de inspiração americanas.
Além de cliente do Porto de Lisboa, o FUNCHAL é também um cliente veterano deste estaleiro e desta doca, desde 1962. Passaram 21 anos desde que registei esta imagem. Não dá para acreditar...
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quinta-feira, outubro 24, 2013
O FUNCHAL no tempo da CTM

Postal do paquete FUNCHAL editado pelo afretador sueco Fritidsskryss no final da década de 1970. O navio está fundeado em águas norueguesas num dos cruzeiros de Verão efectuados com base em Gotemburgo, com as cores da CTM - Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos.
A CTM, que resultou da fusão da Empresa Insulana com a Companhia Colonial, efectuada em 1974, foi a segunda entidade a deter a propriedade do FUNCHAL, de 1974 a 1985.
Lembro-me de assistir à mudança das cores da chaminé, efectuada com o navio atracado à Estação Marítima de Alcântara, no Verão de 1974, durante uma escala dos cruzeiros de verão iniciados quinzenalmente em Zeebrugge e Dover. Na altura fiquei em estado de choque com as novas cores, de que ninguém terá gostado nunca, embora se dissesse que eram tão folclóricas que o navio não passava despercebido em lado nenhum. Depois, o tom de vermelho utilizado variava, umas vezes mais a puxar para o laranja, o tope da chaminé estava sempre mascarrado de preto e estas cores ficavam rapidamente queimadas pelo sol, perdendo o brilho e denotando um aspecto menos atractivo.
Esta fotografia foi também utilizada pela CTM para um postal oficial do navio, impresso no Brasil, com as cores mais saturadas e com menos qualidade que a versão sueca. Fizeram-se também cartas de jogar com esta imagem.
De qualquer maneira, a CTM marcou uma época de declínio da Marinha Mercante em Portugal e o FUNCHAL era a unidade mais prestigiada da frota. Foram tempos difíceis, a empresa começou mal, a nacionalização em 1975 foi um crime, a forma como esta e outras empresas publicas foram geridas está longe de ter sido exemplar, e um dia o Estado faliu, veio cá o FMI e acabou com a CTM, em 1984-85. A frota foi vendida em leilão e o FUNCHAL foi o primeiro dos navios da empresa a ser vendido, a uma empresa do Panamá, a Great Warwick Co. Inc., a quem o FUNCHAL acabou por pertencer até ao início deste ano de 2013.
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quarta-feira, outubro 23, 2013
Placa do Estaleiro do FUNCHAL
Placa do construtor do FUNCHAL, que existiu a bordo, colocada à frente, por baixo das janelas da ponte de comando do navio, e lá permaneceu por mais de 50 anos. Foi retirada em 2011 durante a primeira fase da reconstrução do navio, ainda sob a égide de George Potamianos, que queria fazer do seu FUNCHAL "um iate de luxo". Infelizmente, com a degradação da situação do navio em 2012 e o seu abandono, já no final desse ano, alguém resolveu "tomar conta" da placa, provavelmente até com a boa intenção de a preservar se acontecesse o pior e o navio fosse para a sucata.
Felizmente este desfecho não se concretizou, o navio foi recuperado, Rui Alegre empenhou-se em lhe devolver toda a dignidade, como o actual armador gosta de referir, e bem, pelo que pensamos que faria todo o sentido o guardião da placa do FUNCHAL terminar a sua protecção e proporcionar o seu regresso ao navio e ao local de onde nunca deveria ter saído. Aqui fica a sugestão, o pedido, o que lhe quiserem chamar. O FUNCHAL precisa deste nobre certificado de origem e merece todo o nosso carinho.
Fotografia original de L. M. Correia.
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sábado, outubro 12, 2013
O Novo Paquete FUNCHAL há 50 Anos
O
Novo Paquete FUNCHAL há 50 Anos
Texto
de LUÍS MIGUEL CORREIA
Fotos
da colecção L. M. CORREIA
Portugal
desenvolveu uma importante frota de navios de passageiros no período
que se seguiu à Segunda Guerra Mundial, mais concretamente entre
1947 e 1966.
Nesse
ano de 1966 os quatro principais armadores portugueses, Companhia
Colonial, Companhia Nacional, Empresa Insulana e Sociedade Geral
operavam com 26 navios de passageiros, alguns dos quais eram o
orgulho nacional, a par do futebolista Eusébio e da fadista Amália
Rodrigues. A maior parte destes paquetes asseguravam as carreiras
regulares para o Ultramar e o movimento de tropas entre Lisboa,
África e o Extremo Oriente. Em paralelo, desde a década de 1930 que
se havia criado uma tradição de efectuar cruzeiros turísticos para
o mercado português com os nossos paquetes.
A
empresa de navegação mais antiga era então a Insulana, que
assegurava desde 1871 o transporte de passageiros, correio e carga
entre o Continente e os Açores, tendo alargado a sua actividade à
Madeira em 1875. Com os anos a Insulana tornou-se parte da vida e
história das Ilhas, com os seus navios a figurarem repetidamente
como figuras centrais do “Dia de S. Vapor”, o dia da passagem
regular por cada uma das Ilhas. Com os anos foram-se sucedendo
diversas gerações de navios, com destaque para os vapores LIMA
(1923-1968) e CARVALHO ARAÚJO (1930-1970), cuja substituição foi
considerada no âmbito do Despacho 100 em 1945, por dois navios de
4.500 toneladas e lotação para 300 passageiros que não chegariam a
ser construídos.
A
questão da substituição do velho LIMA, que já navegava desde
1908, primeiro com bandeira alemã e o nome WESTERWALD, ao serviço
da empresa Hapag, e com as cores portuguesas a partir de 1916, foi-se
tornando cada vez mais premente e assim, em Agosto de 1959 a Empresa
Insulana encomendou a um estaleiro da Dinamarca a construção do
paquete FUNCHAL, que custou então 202 mil contos. Passados 26 meses
o novo paquete das Ilhas entrou em Lisboa, a 19 de Outubro de 1961,
vindo de Elsinore e no dia 4 de Novembro seguinte saiu do Tejo pela
primeira vez, em viagem inaugural à Madeira e aos Açores.
UM
NAVIO DE LUXO
A
entrada do FUNCHAL ao serviço no final de 1961 revolucionou o ritual
das viagens entre Lisboa, o Funchal e as ilhas dos Açores.
Fernando
Lemos Gomes, conhecido designer e artista plástico, autor de
diversos quadros belíssimos retratando paquetes portugueses, recorda
as suas viagens a bordo do novo navio nos anos 60: “O FUNCHAL
representou um progresso enorme, era um navio moderno, rápido e
luxuoso, com interiores amplos decorados com um gosto refinado,
belíssimos sofás de cabedal, anteparas forradas com madeiras muito
bonitas. Impressionou-me bastante a democratização introduzida
pelo FUNCHAL, ao nível da estratificação das classes a bordo,
muito atenuada com a subtileza da classe turística A e B a
substituir as antigas segunda e terceira classes, e a separação
longitudinal dos diversos alojamentos e espaços públicos, em vez do
anterior sistema de divisão vertical em que a primeira classe
ocupava a zona central do navio, a segunda classe se situava à popa
e a terceira na proa.”
De
facto o FUNCHAL foi um navio particularmente feliz desde a sua
concepção, tendo o projecto preliminar sido desenvolvido pelo
Engenheiro Construtor Naval português Rogério de Oliveira em
conjunto com o Armador Sr. Vasco Bensaude. “O FUNCHAL nasceu em
1958 em sessões de trabalho com o Sr. Vasco Bensaude, no seu
palacete de Benfica, em reuniões que se prolongavam até de
madrugada, em que ia traduzindo em desenhos as ideias muito precisas
do Sr. Bensaude” - contou-me um dia o Almirante Rogério de
Oliveira, que antes já tinha projectado o PRÍNCIPE PERFEITO. De
facto o armador Vasco Bensaude era uma pessoa com elevado gosto e
sentido estético, habituado a viajar nos melhores paquetes do mundo,
tendo o FUNCHAL reflectido os mais elevados padrões de qualidade e
estética.
Por
volta de 1955 a Madeira registava a visita de 11 mil turistas
estrangeiros anuais que faziam férias nos diversos hotéis então
existentes na ilha. Pensava-se que o desenvolvimento do Turísmo era
a grande aposto para o futuro da Madeira, e como sem bons transportes
não era possível atrair visitantes, foi decidida a construção do
FUNCHAL. O navio tinha 10.000 toneladas de arqueação bruta e
lotação para 400 passageiros, sendo 80 de primeira classe, 156 de
turística A e 184 de turística B. Media 152 metros de comprimento
com 19 metros de boca, e estava equipado com turbinas a vapor Parsons
desenvolvendo 13.800 cavalos, que accionavam dois hélices a uma
velocidade de serviço de 21 nós, o que permitia fazer a viagem de
Lisboa ao Funchal em 26 horas apenas.
Nos
primeiros anos de actividade, a operação do FUNCHAL resumia-se a
duas viagens seguidas Lisboa – Funchal – Tenerife e regresso
intercaladas com uma viagem Lisboa – Funchal – Ponta Delgada –
Horta – Angra do Heroísmo. As dimensões do navio haviam sido
limitadas precisamente pela escala na capital da ilha Terceira, cujo
porto não era acessível a navios maiores. Para além das carreiras
à Madeira, Canárias e Açores, o FUNCHAL começou a fazer cruzeiros
logo em Dezembro de 1961, tendo efectuado nos primeiros anos de
operação diversos cruzeiros às Ilhas Atlânticas, Norte de África
e ao Mediterrâneo.
Outro
aspecto importante da operação do FUNCHAL no tempo da Empresa
Insulana foi a utilização do navio pelo Presidente da República em
viagens oficiais e particulares: o Almirante Américo Thomaz utilizou
o FUNCHAL em viagens oficiais aos Açores, Madeira, Cabo Verde, Guiné
e Brasil, tendo em Abril e Maio de 1972 efectuado uma longa viagem de
Lisboa ao Rio de Janeiro para representar Portugal nas comemorações
dos 150 anos da independência do Brasil, para cuja finalidade o
FUNCHAL foi equipado com uma piscina e pintado com casco azul escuro,
adoptando as mesmas cores do iate da rainha de Inglaterra.
O
escritor açoreano Vitorino Nemésio que se definia como “Passageiro
encartado dos navios da Insulana dos velhos armadores Bensaúdes”
foi outra das personalidades a viajar frequentemente no FUNCHAL,
tendo deixado escrito no livro de honra do navio, em Outubro de 1963,
um testemunho sentido do seu encanto pelo novo paquete: “tudo neste
FUNCHAL up to date me deslumbra: a velocidade record, a linha dos
decks elegantíssimos (…), a casa de navegação apetrechada dos
mais finos nervos da náutica, e enfim a ponte onde o impecável
Comandante Bio, com a sua tripulação exemplar, vela por todos
quantos aqui vão.”
EX-LÍBRIS
DA MARINHA MERCANTE PORTUGUESA
Após
12 anos a navegar para as Ilhas, em 1973 o FUNCHAL sofreu uma
modernização importante, que incluiu a transformação dos
alojamentos para classe única e a substituição das máquinas a
vapor por motores Diesel, muito económicos, e regressou ao serviço
com o casco branco, passando a fazer cruzeiros durante todo o ano nos
mercados internacionais. Em Fevereiro de 1974 passou a ser
propriedade da companhia CTM, e por pressão governamental regressou
à carreira das ilhas de Setembro de 1974 a Outubro de 1975, após o
que ficou imobilizado em Lisboa, sendo encarada a sua venda.
Foi
nesta fase que surgiu na vida do FUNCHAL uma personagem que seria
determinante no futuro do navio: o armador grego Sr. George
Potamianos, que afretou o FUNCHAL pela primeira vez para uma série
de cruzeiros na Escandinávia de Maio a Agosto de 1976, repetindo a
operação de 1978 a 1985, ano em que acabou por se tornar armador do
FUNCHAL na sequência da liquidação pelo Estado Português da CTM.
Gerido
pelo armador Potamianos a partir de Lisboa, o FUNCHAL regressou ao
serviço em Dezembro de 1985 com bandeira do Panamá e tripulação
portuguesa, colhendo um sucesso imediato e servindo de suporte
inicial ao desenvolvimento de uma frota, hoje conhecida por Classic
International Cruises que em 1988 seria aumentada com o grande
paquete VASCO DA GAMA, ex-INFANTE DOM HENRIQUE, e hoje totaliza cinco
navios de passageiros clássicos todos a operar nos mercados
internacionais com bandeira portuguesa.
Com
o decorrer dos anos o FUNCHAL foi sendo sempre actualizado e
modernizado por forma a manter a sua operacionalidade e em 2001
voltou a ter bandeira portuguesa. Hoje o FUNCHAL é reconhecido pelas
suas características únicas e muito apreciado um pouco por todo o
mundo, da Bélgica e Alemanha à Austrália, onde operou diversas
vezes com o maior sucesso. A implementação de novas regras da
Convenção SOLAS 2010 relativas a segurança e salvaguarda da vida
humana no mar, que entraram em vigor em Outubro de 2010 obrigaram à
retirada temporária do FUNCHAL, que se encontra em Lisboa desde 16
de Setembro último, a sofrer uma modernização profunda, por forma
a corresponder aos mais recentes critérios de segurança e conforto
do mundo actual. Os alojamentos do FUNCHAL estão a ser totalmente
reconstruídos, com materiais incombustíveis, o casco foi renovado e
as máquinas principais recondicionadas. Com esta intervenção o
actual armador Sr. George Potamianos está a investir cerca de 12
milhões de euros no navio, que vai passar a ser um iate de luxo, com
243 camarotes, dos quais 86 suites e junior suites, melhorando muito
a área dos camarotes em relação aos tamanhos originais e
oferecendo uma alternativa clássica, confortável e elegante à
actual geração de gigantescos navios com capacidades para de 3000 a
6000 passageiros.
Com
as baixas entretanto verificadas na frota de navios clássicos,
vendidos para sucata na sequência do SOLAS 2010, o renovado FUNCHAL
reforça as suas caraterísticas únicas, aliadas a formas do casco e
qualidade de construção invulgares que permitem antever o FUNCHAL a
fazer cruzeiros por muitos e bons anos. Terminada a reconstrução, o
FUNCHAL volta ao serviço em Julho próximo com dois cruzeiros a
partir de Lisboa um dos quais, comemorativo dos 50 anos do navio, à
Madeira e Porto Santo.
Entretanto
foi decidido valorizar a imagem clássica do FUNCHAL, pelo que quando
regressar aos cruzeiros no início de Julho o navio volta a ter as
cores com que saiu do estaleiro Elsinore em Outubro de 1961: casco
preto, chaminé amarela e preta, com um toque de modernidade dado
pelo emblema da CIC na chaminé e uma risca amarela no costado. O
FUNCHAL volta assim a ser um dos mais bonitos navios do mundo,
continuando a navegar com o nome original e a bandeira portuguesa,
após 50 anos de navegações e cruzeiros. Um caso único no mundo
global dos nossos dias. Parabéns ao FUNCHAL e muitos mais anos de
vida...
Bibliografia:
- PAQUETES DOS AÇORES, de Luís Miguel Correia, Edições EIN, Lisboa 2008
- PAQUETES PORTUGUESES, de Luís Miguel Correia, Edições Inapa, Lisboa 1992
- Jornal da Marinha Mercante, Lisboa, 1958-1972
- Revista de Marinha, Lisboa, 1972-1995
- SHIPS & THE SEA, Editor L. M. Correia (http://lmcshipsandthesea.blogspot.com)
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quarta-feira, outubro 09, 2013
Paquete FUNCHAL: primeira viagem ao Brasil

Embora o paquete FUNCHAL tenha sido construído para a carreira regular das Ilhas Adjacentes, o projecto de arquitectura naval considerou desde o início outras utilizações, nomeadamente os cruzeiros. Depois da Ilhas e a par da Escandinávia, o Brasil teve grande importância na história do navio na fase dos cruzeiros, a partir do Inverno de 1973, com o navio a operar na costa do Brasil e na Argentina por muitos anos.
Apesar disso, a primeira ida do FUNCHAL ao Brasil ocorreu em Abril e Maio de 1972, com o navio como paquete presidencial, transportando os restos mortais do primeiro Imperador do Brasil, D. Pedro I (Rei D. Pedro IV de Portugal), por ocasião das comemorações dos 150 anos da Independência do Brasil.
O FUNCHAL conduziu então até ao Rio de Janeiro o Presidente de Portugal, Almirante Américo Tomás, que ocupou o Palácio de Belém de 1958 a 1974 e foi um grande amigo do paquete FUNCHAL e um promotor activo e competente das políticas do Mar em Portugal.
Para a viagem ao Rio de Janeiro o FUNCHAL foi preparado especialmente, efectuando-se a bordo diversas alterações, desde a transformação do salão e bar da Turística A em câmara ardente, até ao casco do navio, que foi decapado e pintado de azul escuro, dando ao FUNCHAL a aparência de um iate real, exactamente com as cores do iate da rainha de Inglaterra.
Fotografias da chegada do FUNCHAL à Estação Marítima de Alcântara, em Maio de 1972, no final da viagem ao Brasil.
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N/T Funchal,
Viagens Presidenciais
sexta-feira, outubro 04, 2013
FERNANDO LEMOS GOMES e o Paquete FUNCHAL

Pela sua beleza e características únicas, o paquete FUNCHAL tem sensibilizado muitos amigos dedicados ao longo dos anos. Um dos mais ilustres é sem dúvida o Designer e Pintor português Fernando Lemos Gomes, que conhece e viaja no FUNCHAL desde os anos sessenta do século passado, e tem pintado o nosso FUNCHAL de diversas formas ao longo dos anos.
Apresentamos três das aguarelas que o Fernando fez do FUNCHAL. As duas primeiras são actualmente propriedade da Família Bensaude, que em 1959 mandou construir o FUNCHAL na Dinamarca e mantém uma ligação sentimental a este paquete.
O Fernando tem uma grande sensibilidade e gosto pelos navios e pelo mar o que tem proporcionado criações de arte belíssimas.
Quem pretender um quadro original do FUNCHAL ou de outro navio pode contactar o Artista para o e-mail: fernandolemosgomes@gmail.com. Imagens de Fernando Lemos Gomes.

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Fernano Lemos Gomes
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