Durante a tarde de 20 de Agosto de 2013, a última que o FUNCHAL passou atracado à Ponta da Rocha, enquanto decorriam os trabalhos de acabamento da reparação e renovação do velho paquete, o navio fartou-se de apitar, como que a exteriorizar o receio de enfrentar de novo o alto mar após tantos meses imobilizado na Matinha e, na fase final (um período final de 80 dias), na Rocha do Conde de Óbidos em docagem e acabamentos.
Ou se calhar era a alegria de se ver de novo em navegações por todo esse mundo.
Certo, certo, era que a manifestação vocal do nosso paquete se devia a uma reparação do apito no mastro do FUNCHAL, com um técnico no mastro em intervenção visível do exterior do navio.
Supomos que o capitão do navio, Comandante António Morais tenha carregado no botão do apito, na ponte, e algum mecanismo se tenha prendido, pois o FUNCHAL apitou que se fartou, até ficar rouco e finalmente se calar.
E lá seguiu todo elegante para a Barra do Tejo...
Nestas imagens pode ver-se içada na verga de sinais do mastro do FUNCHAL, a bandeira B do código internacional de sinais, a assinalar a descarga de óleos residuais de bordo do navio para dois camiões-tanques.
Dias antes fora abastecido de combustível pelo batelão-tanque SACOR II, actual navio-almirante da prestigiada Sacor Marítima, uma das empresas que integram a Galp Energia, de que é grande accionista o Grupo Amorim.
Acompanhei os trabalhos de reparação do FUNCHAL tão próximo quanto possível e registei que ninguém se lembrou de renovar as adriças do mastro do FUNCHAL.
Qualquer dia começam a partir, se estiverem tão podres quanto estavam os cabos de amarração no final da era CIC, os quais foram de imediato substituídos na Matinha após a compra do FUNCHAL pela nova empresa.
Para os mais curiosos, as adriças são os cabos aplicados aos moitões no mastro de um navio, caso do FUNCHAL, e ou num estái de sinais, para içar as bandeiras.
Se observarem a borla no tope do mastro do FUNCHAL, não tem adriças. Quando veio da Dinamarca em 1961, a borla do mastro tinha duas adriças, uma para cada bordo, onde normalmente se içava a bandeira de cortesia de países estrangeiros visitados, normalmente a de Espanha, nas escalas ao Sábado no porto de Tenerife. Gostava de voltar a ver bandeiras no tope do mastro do FUNCHAL. Ficava mais composto e não custava nada.
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